sexta-feira, 25 de junho de 2010

A frente do que a gente vê


Eu vejo um monte de coisas erradas. Eu vejo mendigos nas ruas, criança trabalhando, roubando, matando, vejo também vendedor de trem se expandir para os ônibus e garantir o mês de uma família, vejo um rapaz se prostituindo, uma menina também, vejo uma pedra ser Deus de muitos, vejo o vício como fonte de vida de uma massa de pessoas que entende a vida como o inicio da morte, vejo no escuro o que todo mundo vê, mas digo pro mundo o que poucos dizem.
Não, não da pra me contentar com o pouco caso com a população trabalhadora, que acordar as cinco da manha, às vezes antes, e pega uma condução imprópria para transportar seres humanos, trabalha oito horas do dia pra ganhar um misero salário, se da a um filho o outro sente fome, se divide os dois sentem e é claro a preferência é sempre deles, mas ela tem que ter estomago pro dia seguinte. O moleque cresce vendo a vida que se leva, o mais novo sonha em pilotar um avião e fica orgulhoso de saber que o irmão mais velho consegue entrar para ser aviãozinho, trabalho impróprio pra uma criança de quatorze anos, porém na circunstância em que se encontra passa a ser até mesmo digno, trabalho honesto, não rouba, não mata ninguém  e ganha o seu pão de cada dia. O mais novo vê sua mãe chegar em casa chorando porque o salário atrasou, foi reclamar com o patrão e foi demitida.O que mais essa mulher vai achar pra trabalhar já que foi mandada embora da cooperativa de faxineiras em que trabalhava, mal sabe escrever e ler, veio da Bahia, interior da Bahia, passava fome, tinha os pés secos tanto quanto os rios que passavam por la e rachados. Indignado corre pros braços da mãe  e chora sem mesmo saber o porque do choro, mas uma coisa ele tinha certeza a vida a partir dali seria mais difícil...
Daria uma historia longa, mas não é historia, são fatos e acontecem, enquanto estou deitado escrevendo esse artigo, quantos mais não estão escrevendo, comendo, matando ou morrendo?
Coloque a boca no mundo, fale, mas fale com propriedade, saiba escutar pra poder falar, mas vamos de uma forma mudar esse lugar em que vivemos, começando é claro arrumando a cama todo dia de manha, porque pra mudar o mundo podemos começar mudando a nossa casa, ou até mesmo nosso coração.
Eu vejo um mundo cheio de coisas erradas, mas vejo um bom futuro por cima do muro, e tintas não resolveram o nosso problema, temos que por os pés e derrubá-los, todos juntos num só objetivo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O que mais lhe chama atenção ?

 O fato de ter uma criança armada ou o fato dessa criança ser branca?

sábado, 19 de junho de 2010

"Cara feia pra mim é fome e cara alegre é a cara de quem come"





" A gente sabe se amar, a gente sabe se amar, a gente sabe da vida"












"A gente sabe somar, e quer saborear a soma dividida"

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Para todos



Hoje, como noutros dias, me encaminhava para a escola e mais uma vez me deparo com aquela situação, mas que situação mais desagradável, mais desagradável pra eles do que se possa imaginar, eram paredes de papelão a meia altura, porta? não tem, janelas menos ainda, o chão de barro e pequenos vegetais que ali crescem, ao lado um rio de baixo de uma ponte, hoje me deparo com essa situação e me sinto envergonhado, no país da copa, da olimpíada vencedor é quem sobrevive.

Gostaria, sim de contar diferente, até porque os momentos são distintos, mais a frente eu vejo belos prédios, um largo espaço para os carros e uma serie de campos de futebol, que maravilha não? é mas nada é tão grande e marcante quanto a visão de um homem catando lixo pra se alimentar, sem um banheiro ou papel pra se limpar.


Um cara que dorme no tempo e acorda no tempo, um cara que pra sobreviver tem que enganar a si próprio, um cara que é conhecido como ninguém, na luta pela sobrevivência, confesso nunca ter visto dos olhos desses homens uma lágrima cair e me arrependo quando muitas vezes poderia ter escolhido um e queria dois e esperneava por isso, será mesmo justo julgar esse cara por se drogar? é a saída dele, ninguém lhe oferece um pão ou uma vara pra pescar, mas sempre que passam resmungam "por isso o país não vai pra frente"
  É loucura sediar uma olimpíada num lugar que não se tem escola pra estudar, onde você é transportado pior do que as galinhas da Rica, onde a saúde é precária e a única garantia para domicilio é a ponte, mas eu acredito, confio nesse pais que me gera e que nunca acreditou em mim, que nunca me deu uma base pra ir a frente, mas vou até o final e quando alcançar o objetivo vou sim poder chorar, de alegria e sentir no peito o sentimento mais, enfim "um país para todos".