quinta-feira, 25 de junho de 2009

E eu...

Entender-me para mim é nada mais do que não consigo;
Ler meus livros, viver meus sonhos é como um princípio ativo;
Eu cheio de mim e meus sentimentos paradoxos, cheio de nada, quente de frio.
Inverno feliz esse onde as nuvens trazem o amor, quando sol, angustia.
Noites solitária, céu estrelado, um frio que nem um bom vinho há de esquentar;
Vejo-te ao brilho dos olhos secos, quando pisco já não esta mais.
Eu tento entender o que meus livros me trazem a não ser palavras, angustias, mentiras;
Gosto de vestir a blusa do avesso, me sinto que estaria me mostrando o que o mundo veria;
Fui envelhecendo e como bloco de neve derretendo ao passar do inverno;
A estupidez humana já não me serve mais, se tiver que ir com o vento, me deito ao mar.
Entender-me para mim é nada mais do que não consigo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Joao

Escrevo poesias na calcada de heróis que já se foram;

Minhas poesias são deturpadas com esse mundo sem sentido já nem lembro disso;

Quero uma licença pra entrar na sua casa sem ser pelos papeis;

E um advogado pra curar minha tristeza nem canetas nem anéis.

Um dia talvez eu possa te dizer o quanto te amo;

E que seja esse o dia de minha morte, por que sei que não me amas;

E quando saíres de casa lembre-se sempre de molhar as plantas;

Não esqueça o telefone, não esqueça seu nome não me chame.

Agora tudo é vicio o sol é à noite do meu dia na rua jogado e sujo;

Sou mais um João dessa vida e apenas mais um João.

Quando me olhar com tristeza lembre-se sempre eu estarei aqui;

Mesmo que não me veja meu chapéu esta no chão e eu olhando pra ti.

Quando eu me for e se você não se for lembre-se que fui por amor;

Se você não voltar eu não estarei aqui, não estarei aqui.