quinta-feira, 25 de junho de 2009

E eu...

Entender-me para mim é nada mais do que não consigo;
Ler meus livros, viver meus sonhos é como um princípio ativo;
Eu cheio de mim e meus sentimentos paradoxos, cheio de nada, quente de frio.
Inverno feliz esse onde as nuvens trazem o amor, quando sol, angustia.
Noites solitária, céu estrelado, um frio que nem um bom vinho há de esquentar;
Vejo-te ao brilho dos olhos secos, quando pisco já não esta mais.
Eu tento entender o que meus livros me trazem a não ser palavras, angustias, mentiras;
Gosto de vestir a blusa do avesso, me sinto que estaria me mostrando o que o mundo veria;
Fui envelhecendo e como bloco de neve derretendo ao passar do inverno;
A estupidez humana já não me serve mais, se tiver que ir com o vento, me deito ao mar.
Entender-me para mim é nada mais do que não consigo.

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