sábado, 8 de setembro de 2012

Massa de manobra

Não entendo como podemos ser tão iguais e tão diferentes, como podemos olhar o outro e não nos ver nele ou olhar pra si e não ver o outro em nós.

Como está entranhado um sentimento regulado pela sociedade, nossa opinião não vale pra nós mesmos, sempre alguem tem a melhor verdade pra te oferecer , nós prisioneiros de nós mesmos, temos no horizonte uma tela quadrada com letras grandes azuis dizendo o que podemos e não podemos fazer, temos na mão de um despreparado, um microfone e uma câmera pra mostrar as mazelas que vive no dia a dia, pessoas que nos fazem acreditar que aquilo é o bom ou o ruim e que é editado pra que você veja no formato que deve ver.

A vida é pior do que nos quadrinhos, muito pior do que a programação das 21Hrs. Vai sendo deixada de lado, vai sendo esquecida, não a pensamos, não escolhemos, não decidimos e quando temos a oportunidade de decidir não fazemos.

Falamos a mesma lingua, temos costumes parecidos, sabemos o bordão do momento, comemos arroz com feijão, gostamos de praia, sol, diversão, ficção, novela e ainda sim não somos o povo malandro que tanto falam, mas somos como podemos ser, aquele jeitinho.

Prazer meu nome é Massa, minha especialização é manobra.
sou mais um Zé, João, Antônio, Maria, Ana, Ana, Maria... Nascido no rio de janeiro e troco meu voto por uma dentadura, todos me criticam, mas ninguém entende meus motivos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Eterno enquanto dure

Em frente ao PC eu pensei, porque nós buscamos algo que nem sabemos o que é, na pessoa, e queremos um amor eterno, se nunca conhecemos nada que fosse eterno ?

Ai, as lindas canções de amor eterno, as lindas canções de pessoas apaixonadas, as lindas canções de vacilos e por fim as lindas canções de pessoas que nos deixaram ou deixamos pra viver algo novo.

É, me parece ser um ciclo essa coisa do amor, temos duas opções, querer ou não querer e no final nada faz sentido porque a opção que queremos não é considerada por nós mesmos.

Somos feitos de buscas e interesses e disputas e prazer e prazer e prazer. A verdade é essa, ninguém quer o outro se ele não lhe interessa, se ele for tão diferente ou se ele não te dar prazer de estar ali, mas no segundo em que percebemos que a pessoa condiz com todos os itens entramos em transe, viramos o maior pateta de todos os tempos e não nos paramos de nos perguntar "Será que eu estou apaixonado?", ai deitamos na cama olhamos pra algum lugar e começamos a ver a imagem da pessoa e sorrimos e suspiramos e dormimos e ao acordar sorrimos porque estamos felizes, a final, há alguem que nós amamos.

Todo esse blábláblá influencía na nossa cabeça e acreditamos muitas vezes que amamos infinitamente a pessoa, não, a verdade é essa, é apenas paixão, mas ela passa.

Quando descobrimos coisas que não gostamos, quando as manias começam a ficar chatas, quando as vontades começam a se diferenciarem, nós inventamos desculpas para nós mesmos, algo como "Ela não é como era antes..", "...A _____________ que eu conheci não existe mais..." ai começamos a ver e por diversos defeitos até o relacionamento ficar tão cansado que morre, pelo menos foi eterno enquanto durou.

Um relacionamento onde existe o amor é o relacionamento do dia a dia, das falhas e das farpas, do cansaço e do estresse, é um relacionamento onde a mediação é tomada com cuidado para não desfavorecer o outro, é aceitar a perder, baixar a cabeça sem querer tirar proveito em uma outra oportunidade, amar é incondicional, nem tudo são flores, nem mesmo as arvores dão flores o ano todo, em certa estação nem folhas elas tem.

Acho sim que o importante é a intensidade com que ele aconteça, que o tempo do amor seja no tempo de Kairos, amor não tem preço, não tem materialização que o faça melhor ou maior, vamos deixar Khronos para as coisas desse mundo, talvez se um dia pararmos de nos importar com o tempo cronológico o amor dure até a morte.








sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ao passar

Um pequeno ato,
Um pequeno frasco,
Um pedaço do céu,
É assim que vejo você em mim.

Toda delicadeza,
Misturada com a beleza,
Fez da minha esperteza,
Um bobo, pateta, rindo e sem fim.

Por fim, esse sorriso,
A calmaria que assenta,
A firmeza que carrega,
A mulher que é feliz.

Você que deixou rastro,
Arrancou pedaço,
De tudo
E de nada, de mim

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Saudade, uma palavra que só existe em português.

Eu vivo uma experiência ímpar, a experiência da saudade na beleza do amor, a saudade que não doí, não castiga, não machuca, parecer ser inacreditável, mas estou feliz, não por ter ido, mas por estar comigo e mesmo na partira, mesmo que já longe, nada consiga ser maior do que a felicidade que me proporcionou.

E todos os momentos que guardo na memoria passam como um filme, nunca vi uma lua tao linda quanto aquela, lua cheia, beijando o mar, refletindo a luz do sol de uma forma que nunca vi antes e na cor mel, castanho a cor dos seus olhos quando dançava comigo com o rosto colado, olho a olho, lábios a lábios e os beijos desenvergonhados que queriam matar a sede da paixão numa única noite, na ultima noite em que os abraços foram tão apertados, mas mais que isso, foram tão significativos, todos os sentimentos, os melhores, se transformaram em um só gesto que nos fez precisar um do outro para concretizar e ao se concretizar fomos um só.A despedida ficou com um gostinho de quero mais, como sempre desde o primeiro beijo me fez querer, dançando e olhando nos olhos e sorrindo com o cantinho da boca e cantando pra mim, esse jogo de sedução, ai ai ai, esse jogo de sedução.

A compreenção é um ponto forte no relacionamento (se é que posso chamar assim), nos compreendemos desde o inicio, sabendo de tudo o que aconteceria decidimos seguir em frente pra ver no que daria e deu em bastante coisa, até faiscas saíram porque queríamos nos proteger e um não queria que o outro se protegesse, mas se punha uma barreira para que no final ficasse tudo bem e nada do que ceder, abrir mão, pedir desculpas, só pra querer estar bem não resolvesse.

Essa mistura de tudo e nada, fez com que o gelo que aqui estava começasse a tomar uma forma real e então pudemos ver na experiência do amor a beleza da saudade.




quarta-feira, 18 de julho de 2012

Amanhã

Hoje, sobre um momento de reflexão, quero começar dizendo que o impossível é só questão de opinião.
Uma longa historia, mas não vou me alongar, construída encima de fantasias e pares perfeitos veio a se tornar realidade, com direito a beijos e letras musicais matinais, mas a fantasia se acabou e a realidade está para acontecer.

Como eu queria acordar, ter alguem ao meu lado pra me desejar um "bom dia", me cobrir com sorrisos, poder olhar na janela e suspirar e sair pra trabalhar, chegar em casa e ser recebido com sorrisos e preocupações como "como foi seu dia?" e rir da nossa vida. Tive a sorte de ter isso, não concretamente, mas diferente do que seria o comum, e é perfeito.

As vezes me pergunto "porque logo eu?" claro que não quero a resposta, mas a solução pra esse impasse.
Vai, vai com Deus, vai em paz, mas volta "e quando você voltar, tranque os portões, feche as janelas, apague a luz..."

Limites, Respeito, Coragem, Cuidado são palavras que definem o que aconteceu.
A maior prova de amor recebida por mim foi o cuidado para não me machucar.
Aprendi que nesse tempo não existiu o "meu",não existe a posse, mas estivemos juntos nesse período.
Uma lição é que quando queremos algo, temos que ir até o final, sempre respeitando os limites, mas não desistindo nunca e que fantasias podem sim se tornar realidade.
Não se importar com o que dizem, todo mundo tem um pouco de loucura dentro de si.
e principalmente, buscar sempre, todos os dias, a conquista, porque o que não é meu eu não tenho pra mim.

As palavras são poucas porque acabamos criando uma barreira contra nos mesmos, mesmo sabendo que o que mais queremos somos nos.