quarta-feira, 25 de julho de 2012

Saudade, uma palavra que só existe em português.

Eu vivo uma experiência ímpar, a experiência da saudade na beleza do amor, a saudade que não doí, não castiga, não machuca, parecer ser inacreditável, mas estou feliz, não por ter ido, mas por estar comigo e mesmo na partira, mesmo que já longe, nada consiga ser maior do que a felicidade que me proporcionou.

E todos os momentos que guardo na memoria passam como um filme, nunca vi uma lua tao linda quanto aquela, lua cheia, beijando o mar, refletindo a luz do sol de uma forma que nunca vi antes e na cor mel, castanho a cor dos seus olhos quando dançava comigo com o rosto colado, olho a olho, lábios a lábios e os beijos desenvergonhados que queriam matar a sede da paixão numa única noite, na ultima noite em que os abraços foram tão apertados, mas mais que isso, foram tão significativos, todos os sentimentos, os melhores, se transformaram em um só gesto que nos fez precisar um do outro para concretizar e ao se concretizar fomos um só.A despedida ficou com um gostinho de quero mais, como sempre desde o primeiro beijo me fez querer, dançando e olhando nos olhos e sorrindo com o cantinho da boca e cantando pra mim, esse jogo de sedução, ai ai ai, esse jogo de sedução.

A compreenção é um ponto forte no relacionamento (se é que posso chamar assim), nos compreendemos desde o inicio, sabendo de tudo o que aconteceria decidimos seguir em frente pra ver no que daria e deu em bastante coisa, até faiscas saíram porque queríamos nos proteger e um não queria que o outro se protegesse, mas se punha uma barreira para que no final ficasse tudo bem e nada do que ceder, abrir mão, pedir desculpas, só pra querer estar bem não resolvesse.

Essa mistura de tudo e nada, fez com que o gelo que aqui estava começasse a tomar uma forma real e então pudemos ver na experiência do amor a beleza da saudade.




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