Na eminência de completar dois anos em que não escrevo nada aqui, paro e penso, porque não voltar ? Posso mudar o formato e fazer algo que o principal seja eu. Foram dois anos muito intensos, mas cá estou para continuar...
Encontrei uma amiga que não via a meses, fui pegar umas fotos que não via a anos, ela me fez acreditar que valeria a pena escrever, ganhamos horas conversando como se tivéssemos nos visto todos os dias, como se estivéssemos em família, ela minha amiga foi muito importante para isso aqui, mas vou mudar um pouco o foco, quero falar simplesmente das coisas que acontecem, da visão que eu tenho de mundo, quero poder dizer o que eu quero, sem censura, por isso não vou divulgar, vou guardar como um diário aberto...
Estive muito tempo namorando e ganhei muito conhecimento nesse tempo todo, talvez uns 5 anos, aproveitei cada minuto, vivi cada antecipado "eu te amo" ao tardio "me perdoa", não me arrependo de quase nada, mas então tudo se foi e me encontro hoje livre, é a palavra ideal, livre, não que tenha sido uma guerra, mas um campo de disputa o tempo todo, gosto de todas elas, foram importantes na minha vida e serão sempre lembradas, mas eu gosto mais ainda das que virão, é uma dádiva estar solteiro, não tenho mais algemas, armaduras, nem colar no pescoço me prendendo a um anúncio enganoso com o título "meu namorado", não tenho que medir as palavras, nem dizer que a amo só pra agradar, ( uma pausa pra pensar se devo mesmo continuar), absolutamente que sim, como é bom acordar ver o sol e se apaixonar a cada três minutos sem com promisso, como é gostoso poder sorrir e cortejar a mulher desejada, andar pelas ruas com o pulmão cheio de ar como se fosse um galo se apresentando para a... ops não vai cair bem ... como se fosse um garanhão desfilando para a sua donzela, é até engraçado pensar que um minério redondo e precioso pode tirar a sua vontade de ser sempre mais e se acomodar e deixar a barba crescer e a barriga inchar, é engraçado como a disputa burra de querer ser melhor do que o outro prevalece a desejo de querer ser melhor para o outro, ai o amor, o inexplicável amor, antecipado, sentido, sofrido, largado, exilado, mas nunca destruído. "Olha que maravilha de cenário..." ai esse meu Rio de Janeiro, cheio de mulheres bonitas e inteligentes esperando pelo canto do galo, não posso perder muito tempo, preciso cantar.
Agradecimentos a Júlia Aguiar.
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